Museu Marítimo de Ílhavo
HOMENS E NAVIOS DO BACALHAU

Arquivo digital que documenta as campanhas bacalhoeiras desde o início do século XX

Lançamento do livro: Traços de Construção Naval em Madeira, de António Marques Silva

18 de Novembro de 2017
Foto capa livro 1 772 2500

Com uma linguagem de grande rigor técnico mas acessível e um conjunto de desenhos explicativos, o autor descreve, com o pormenor suficiente, como é construído o casco em madeira de um navio veleiro, como são os seus mastros - o “arvoredo”- e como se procede ao seu mastrear e desmastrear, como se aparelha um navio de vela depois de mastreado, a máquina do leme, o molinete e a amarra, quais são os indispensáveis trabalhos de conservação de um navio de madeira e, para terminar, qual o seu aparelho vélico. Apesar da sua natureza técnico-marítima, este livro está escrito na primeira pessoa, com amor e com sentido de missão. Escrito na primeira pessoa porque são do autor todos os desenhos que o ilustram, resgatados do “baú” onde estão arquivados os seus minuciosos trabalhos de uma vida, e porque o texto, recolhido das suas “memórias”, reflecte, em tudo o que está descrito, a vivência prática de quem ao longo de muitos anos foi actor maior no palco de uma realidade bem dura que era a vida a bordo dos navios veleiros da pesca do bacalhau.

Tito Cerqueira


Lançamento do livro:

Traços de Construção Naval em Madeira, Mastreação e Aparelhos do Navio, de António Marques Silva

 

18 novembro | sábado | 16:00

 


António Marques da Silva

Nasceu em Lisboa a 23 de junho de 1931. Em 1951 terminou o Curso Geral da Escola Náutica e, quatro anos depois, o Curso de Capitão da Marinha Mercante. Entre 1952 e 1953 andou embarcado como praticante de piloto no arrastão bacalhoeiro Santo André, hoje pólo do Museu Marítimo de Ílhavo.
De 1953 a 1958 embarcou no navio Creoula como piloto e imediato, assumindo o comando do Gazela Primeiro até 1964. Desta data a 1973, continuou embarcado nos navios Argus e Creoula.
Entre 1973 e 1987 andou embarcado em navios da companhia Econave, onde desempenhou funções de Comandante em vários navios de carga geral e porta-contentores. Em 1981 acompanha a execução do projeto e supervisão das obras de recuperação e adaptação do Lugre Creoula a Navio-escola e Comandante desse navio. Nesse mesmo ano, começou a lecionar a disciplina de Marinharia da Escola Náutica Infante D. Henrique até 1992. Em 1987 efetuou as provas de mar do NTM Creoula e fez a sua entrega à Marinha de Guerra Portuguesa. Aposentou-se de uma longa e meritória carreira de oficial da marinha mercante e as ligações do Capitão Marques da Silva à cultura marítima e ao património náutico tornaram-se, a partir de então, mais regulares e
persistentes.
Em 1999, lançou o livro “Memória dos Bacalhoeiros - Uma contribuição para a sua História”. No ano seguinte, foi proposto para integrar a Comissão Técnica-Consultiva da Fragata D. Fernando e Glória. Modelista exímio, o Capitão Marques da Silva tem dedicado os últimos anos à pesquisa e fabrico de modelos de embarcações tradicionais.
O seu rigor de investigação e elevado sentido didático têm incentivado o autor a publicar valiosos estudos de cultura náutica e modelismo naval, editando vários livros. Em outubro de 2001, foi eleito membro correspondente da Academia de Marinha e condecorado com a Medalha de Cruz Naval de Primeira Classe pela Marinha de Guerra Portuguesa, em maio de 2006.
Mais recentemente, em 2008, através dos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo, o Cap. Marques da Silva entregou à guarda e segurança do Museu Marítimo a sua coleção particular de motivos náuticos.

 

Ação integrada nas comemorações do Dia Nacional do Mar.

Informação adicional: