Museu Marítimo de Ílhavo
HOMENS E NAVIOS DO BACALHAU

Arquivo digital que documenta as campanhas bacalhoeiras desde o início do século XX

Exposição "For Cod’s Sake", de Pepe Brix

12 de Janeiro de 2019
Pepebrix site 1 772 2500

For Cod’s Sake é uma reportagem que nos leva numa viagem pela Islândia, para mostrar uma sociedade moldada pelo mar e por uma história repleta de acontecimentos apocalípticos. A pesca, o santo graal da economia nacional, permitiu a permanência do Homem na ilha e levou-o a travar uma série de guerras com as frotas estrangeiras, para proteger o seu “ouro malhado”, o bacalhau do atlântico. Hoje, a sua ligação à natureza e o respeito que desenvolveram pelo mar continua a espelhar-se numa frota eficaz, e a mostrar um sentido de responsabilidade exemplar. A exposição fotográfica revela 23 fotografias de grande formato, que nos mostram a pesca no alto mar, o processamento do peixe em terra e a toda a ação paralela que serve a indústria, e atividades que ainda hoje continuam a servir de complemento à pesca, como a caça e a pastorícia.


Exposição "For Cod’s Sake", de Pepe Brix

Até 28 de abril de 2019

 

Pepe Brix Pepe Brix é um vagamundo. Esse mundo com várias pontas, unido por vários pontos, atravessado por uma infinita ponte, que parte e chega dentro do coração. É fotógrafo, o que equivale dizer que olha acima dos outros, que vê o que os outros não vêem e que observa a alma instantânea das coisas que falam devagar. Tudo começou nessa ponta do mundo, no meio do atlântico, chamada Açores, num dos seus pontos mais pequenos: a Ilha de Santa Maria. Nasceu em 1984 numa família habituada a estender pontes para os outros. Aprendeu o ofício sem o saber, que há linguagens que não se aprendem, mas que se desvendam, de forma cardíaca, ao som da música, no chão das cidades, na altura das montanhas. A fotografia foi, assim, o laboratório onde a humanidade se revelou um mistério fabuloso, por haver tantos rostos soltando pontas, por haver tantos pontos a serem cruzados e a ponte a seguir, feliz de ir em frente, mesmo quando recua. Do Porto à Hungria, da Califórnia ao Ecuador, da Índia ao Nepal, pontas que contaram a dimensão humana dos sentidos, expondo os pontos, erguendo pontes. Pontes que atravessaram cordilheiras e chegaram à Terra Nova, como navegador da retina humana, que tudo vê, mas nem sempre percebe o que regista. Por isso, o tamanho do seu coração, para caber o que uma moldura não aguenta: a frequência de uma humanidade que celebra a sua própria humanidade, acima de tudo.

Daniel Gonçalves

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