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Conversas de Mar: os paradoxos da cultura marítima

23 de Março de 2019
Pedro prista site 1 772 9999

A próxima sessão de Conversas de Mar tem como ponto de partida a exposição "O meu país é o que o mar não quer", de Paulo Palma, patente até 24 de março no MMI. Pedro Prista, o convidado destas Conversas de Mar, lança a conversa com a seguinte reflexão: "A nossa paradoxal relação ao mar parece ter uma fatalidade de esfinge. Repetitiva, constante e inevitável, mas muda e cansada do enigma de que desistiu, ela acabou por nos devolver a uma simples condição litoral, exausta de adivinhar destinos nos ecos marinhos e na bela solidão que eles inspiram. Interrogação sem pergunta, evitada sem esperança, esta condição encantatória parou-nos. A uns desconfiou, a outros distraiu. O país é terrestre e mais ainda quando se diverte nas praias. O que impediu afinal a óbvia cultura marítima que nos falha? A crueldade dos naufrágios? Uma náusea da epopeia? O heroísmo da pobreza? A autofagia das ganâncias?"

 

Conversas de Mar: os paradoxos da cultura marítima

Em torno da exposição "O meu país é o que o mar não quer"

Com Pedro Prista (ISCTE - IUL)

23 março | sábado | 17:00

 

Pedro Prista nasceu em Lisboa em 1955. Frequentou a Faculdade de Direito entre 1972 e 1976 e licenciou-se em Ciências Sociais e Humanas na Universidade Nova de Lisboa em 1979. Em 1982 conclui o DEA em Etnologia na Universidade de Nice e, desde 1984, é professor no Departamento de Antropologia do ISCTE, no qual tem desenvolvido intensa atividade pedagógica e de extensão universitária.
Doutorou-se em Antropologia pelo ISCTE, em 1994, com uma tese sobre morfologias e processos sociais, no Alto Barrocal Algarvio, em cujos “sítios” fez trabalho de campo entre 1986 e 1988.
A sua atividade enquanto investigador tem incidido sobre a sociedade portuguesa em contextos de mudança abordados numa perspetiva etnológica, tais como a emigração, o turismo ou os impactos das alterações climáticas. O seu interesse pelos contextos marítimos marca o início da sua atividade de investigação em Etnologia e tem atravessado muitos dos campos de pesquisa que tem explorado. Tem trabalhado em particular sobre Património Etnológico Português e os seus legados, com destaque para temas de arquitectura vernacular e para museus, sendo autor ou colaborador em vários projetos apresentados para o Algarve e Alentejo.
Em 2014 publicou “Terra, Palha, Cal. Ensaios de antropologia sobre materiais de construção vernacular em Portugal” (Argumentum, Lisboa).
É investigador integrado do CRIA-IUL, investigador associado do ICS-UL, colaborador do IELT-UNL e “visiting fellow” da Oxford Brookes University.

 

Ação integrada no Dia Mundial da Água 2019

 

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